É por isso...

Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo". (Eduardo Galeano)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Festa Junina, que coisa boa!

Há quanto tempo não cuido deste espaço tão querido por mim!É um corre-corre que não acaba mais...


Hoje, terminei um brinquedo que decidi fazer para a festa junina da paróquia - ah, será nos dias 30/06 e 01/07, apareçam - como dizia, terminei o trabalho, gostei do que vi e resolvi compartilhar, afinal é todo feito de material reciclado. Aí vai.























Jogo das Argolas

Material:
1 tábua (encontrada em qualquer caçamba.
5 tampas plásticas para as cabeças.(usei de frasco de leite).
2 tampas plásticas para os bonés.
1 cabo de vassoura cortado em 5 partes iguais.
Sobras de lã, de EVA, botões, bolinhas douradas, pedaços de bijuterias velhas.


Para fazer é só olhar as fotos com CRIATIVIDADE.

Dúvidas, postem na área de comentários.

 E vamos pra festança!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Presente original para as Mães

Peso para porta


Para fazer é só seguir as instruções do vídeo indicado abaixo.

Fiz algumas adaptações e usei apenas o que tinha em casa.

 - Rosas com tirar de cetim dobradas, como aquelas que fazemos com fitas.

 - Caule revestido com sobras de debrum de cetim.

 - Usei um tecido quadrado para a base, eliminei o laço e dobrando as pontas obtive efeito de folhas.

Confira o modus operandi (menos as rosas):


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Interferências da Mãe Natureza....


Mais uma mesinha feita a partir de um carretel de cabos elétricos, esta, maior, com 45cm de diâmetro. O tampo com o elemento central igual à da Paty, minha amiga, mas com a parte branca (retalhos de lajota recolhidos da caçamba do prédio ao lado) bem diferente.


O efeito visual da coluna decorre de um acidente. Esse carretel tinha a parte central bem irregular. As tábuas não se encontravam nem no sentido horizontal, nem em profundidade. Para nivelar apliquei camadas de jornal e cola nas partes mais baixas e depois em toda a volta para fechar as frestas.


No dia da chuva de granizo que acabou com o telhado, a mesa ficou encharcada e depois de seca o "papier maché" enrugou todo. Para consertar, passei massa corrida e lixei, bem contrariada com o serviço extra, a idéia era pintar de branco. Qual não foi minha surpresa ao ver surgirem veios escuros que valorizavam a peça. Consultei as bases e todas concordaram que deveria deixar como estava, só impermeabilizando para facilitar a limpeza.

Se alguém tiver um carretel sobrando, aceitamos doações.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Falta um pedaço! Recorra à criatividade...

Finalmente agora acabei a restauração da mesinha de telefone que peguei no lixo de uma casa próxima.

Faltavam o puxador da gaveta e três espirais decorativas, mas o estado era lamentável. A peça, feita em ratan, ferro e madeira, sujeita às intempéries, estava coberta por uma camada sólida de sujeira, composta por terra, folhas secas,  insetos e sabe-se lá mais o quê. Não se via quase a cor original.

Acreditei, trouxe para casa, lavei com jato bem forte de água, escova, sabão em pó e água sanitária. Higiene em primeiro lugar, não sei por onde e com quem ela andou... Tenho uma teoria: aquilo que resiste à limpeza a que submeto e não se desmancha, vale a pena ser tratado. Ela se manteve inteira.


O que fazer sobre a falta das espirais de ratan na barra decorada? 

Poderia retirar as demais e deixá-la simples, mas restaurar exige fidelidade à forma original.Fazer com ratan demandava um especialista e gasto. Não é esse meu objetivo. Reciclo e restauro com o que tenho em mãos, então, tomei algumas folhas de jornal, fiz rolinhos passando cola branca à medida em que enrolava. Depois de secos, fiz as espirais, usando cola branca em cada volta, passei uma leve camada de massa corrida, lixei, adaptei nos lugares com cola e massa corrida e estava reconstruída a peça.

Hoje dei o acabamento com esmalte sintético brilhante, como era originalmente e coloquei o puxador, que tinha em meus guardados. Gostei do resultado.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Aproveitando os selos usados

Caixa para chá ou outros trecos


Porta carta e porta chaves


Marmorizado, uma variação


Utilizei peças de MDF, muito bem acabadas, da lojinha da minha amiga Rosely. 
Rua Maria Zamlutti, 53 - Brooklin - Telefone: (11) 5044 3884 
Logo poderão fazer uma visita no seu blog, que já está em construção.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Um novo cantinho


Andei bem ausente do Sucata & Cia, pois como já contei no Tropaeolum em  "É o Extermínio",  tive alguns problemas com chuva de granizo e destruição do lugar onde trabalhava - um terraço amplo, ex-coberto, no piso superior.


Hoje, depois de 14 dias, consegui finalmente organizar o que restou e ajeitar um cantinho até bem aconchegante para trabalhar. Só as pinturas terei que fazer ao ar livre, devido ao meu fígado sensível.


No canto esquerdo da foto acima, a mesinha de telefone recolhida do lixo da casa onde morou o Dr. Virgílio, engenheiro que trabalhava na Lacta e a quem me reportava para tratar dos serviços que prestava àquela empresa nos meus 17/18 anos. A peça está em processo de restauração e vai para a casa da minha irmã Sid.


Já terminei e entreguei alguns trabalhos pendentes e agora é tomar fôlego depois da arrumação e sob a intercessão de São Judas Tadeu, cuja imagem guardo no primeiro oratório que meu pai e eu fizemos é só reciclar, reciclar, reciclar...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Todos os selos de uma vida

Fui obrigada a sentar-me aqui e escrever antes que a adrenalina me sufocasse. Eu fiz. Eu me surpreendi.

Não sou filatelista, nem me ligo no assunto, mas sempre considerei e admirei os selos, como obras de arte. Então, nunca joguei um selo fora. Guardei-os todos, com os pedacinhos dos respectivos envelopes e coloquei-os sempre no envelope que me acompanha, com certeza há mais de 40 anos. Sempre achei que um dia eles teriam uma utilidade artesanal.

Esta semana tive o insight para sua utilização e agora há pouco abri o envelope e despejei o conteúdo pela primeira vez.

 Não acreditei no que meus olhos viam, era tanto selo, mas tanto selo, que espalhei pelo chão, fotografei e ainda lá estão enquanto compartilho com meus leitores a surpresa diante do revelado.

Selos de várias épocas, comuns, sofisticados, vindo de vários estados e países. De contas a pagar, de notícias recebidas, de alegrias, tristezas, nem sei...

Enquanto espalhava-os para a indispensável foto, o coração acelerava e a mente cantava "Mensagem", música de Cícero Nunes e Aldo Cabral, sucesso que decolou na voz de Isaura Garcia, em 1959, e cuja interpretação magistral de Maria Bethânia, que mescla texto de Fernando Pessoa sempre me toca.

Também descobri que os selos do tempo que se colava com lambidas, soltam-se facilmente do papel, mas depois da invenção da cola branca, a coisa fica difícil...




Mensagem
Autores: Cícero Nunes – Aldo Cabral

Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou
Com uma carta na mão
Ah! De surpresa, tão rude,
Nem sei como pude chegar ao portão

Lendo o envelope bonito,
O seu sobrescrito eu reconheci
A mesma caligrafia que me disse um dia
"Estou farto de ti"

Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"

Quanta verdade tristonha

Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais.


 "Todas as cartas de amor são ridículas,
Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas
Também escrevi, no meu tempo, cartas de amor como as outras, ridículas
As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas
Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas." (Fernando Pessoa)

Ouça  Mensagem